Resumos das palestras, atividades propostas e materiais necessários

Ementas das palestras e Resumos das atividades práticas ofertadas no II EBIC

Palestra 1
A Descrição do Natural: percursos do olhar e do saber.
Gastão Octávio Franco da Luz

Um exercício que passa pela história da Ilustração Científica tendo por suporte as obras produzidas no tempo (em detrimento de periodicidades) e a função da racionalidade nas descrições do mundo natural. De coadjuvante dos papéis do cientista e do educador, o ilustrador se torna protagonista
frente à problemática sócio-ambiental do mundo contemporâneo.


Palestra 2
O cotidiano do ilustrador – Um paralelo entre o passado e o presente.
Iriam Gomes Starling

Como o título indica, a palestra apontará o dia-a dia da prática profissional de grandes ilustradores, contextualizado em seu tempo, suas dificuldades, como reflexão para os problemas enfrentados pelos ilustradores científicos na atualidade.


Palestra 3
Quando os Ilustradores Científicos se Encontram... Uma apresentação da GNSI: Guild of Natural Science Illustrators.
Diana Marques

Esta palestra apresenta o Guild of Natural Science Illustrators como a maior associação de ilustradores científicos do mundo. Nascida no National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, em Washington DC, em 1968, conta hoje com membros espalhados por inúmeros países, organiza um congresso anual, tem várias publicações mensais e individuais e contribui ativamente para a divulgação e promoção da ilustração científica. Venha saber o que torna esta associação especial e conhecer os talentos que dela fazem parte.


Palestra 4
Direitos autorais e contratos de trabalho adequados à atividade de ilustração científica.
Dr.Petrus Barreto.

Nesta palestra as relações de trabalho relativas à prática profissional do ilustrador científico serão apresentadas, elucidando pontos sob a ótica jurídica, tais como os direitos e deveres do profissional e contratos de trabalho mais adequados a essa atividade. A relevância dessas questões, na prática, se deve à necessidade de criação de uma consciência profissional forte que, ao lado do conhecimento do amparo legal das atividades exercidas, promova uma união da classe de profissionais, em torno de práticas adequadas e justas.

Palestra interativa 1
A formação do ilustrador científico, panorama e perspectivas das iniciativas institucionais e particulares no Brasil
Zenilton de Jesus G. Miranda.

Fruto de uma pesquisa em desenvolvimento, o ilustrador Zenilton apresentará os primeiros resultado de um levantamento de dados sobre o assunto, como forma de esclarecimento e base para propostas futuras no âmbito educacional, quer em instituições públicas, privadas ou iniciativas particulares.

Palestra interativa 2
(Re)Desenhando o desenho Científico: Uma visão interdisciplinar.
Adriana B. S. Luz e Zuleica Medeiros

A importância de resgatar o ensino do desenho através de suas relações interdisciplinares, como um instrumento facilitador na construção do conhecimento, firma-se através da compreensão da necessidade de reintroduzir no processo ensino-aprendizagem o princípio de que toda a morfogênese do conhecimento tem algo a ver com a experiência criativa e compartilhada. Um trabalho possível de construção coletiva, de conhecimentos e atitudes, delineia-se de modo desafiador, levando à criação de uma metodologia que propicie o desenvolvimento de trabalhos em que teoria e prática, arte e técnica caminhem juntas e não somente se limitem a conhecimentos empíricos. A ausência dessa dimensão torna a aprendizagem um processo meramente instrucional.
Com o propósito de criar possibilidades reais, inseridas nos contextos individuais de cada um dos futuros profissionais na área de desenho científico, adota-se uma tomada de posição no que concerne à metodologia do ensino, diferente da didática tradicional do método único. Utilizando-se um enfoque interdisciplinar, no intuito de superar o pensar fragmentado e simplista da realidade, passando a enxergá-la através de suas múltiplas representações e complexidades.



Palestra interativa 3
Joaquim Franco de Toledo. Um talento pouco conhecido
Carmen Fidalgo

A ilustradora palestrante, ex-funcionaria do Instituto de Botânica de São Paulo - IBt (hoje Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente de SP), fará apresentação de um dos expoentes da ilustração científica de seu o estado, resgatando a importância de seu trabalho, bem como a contribuição de sua obra no cenário da iconografia botânica nacional.

Palestra interativa 4
Percepção de formas, luz, sombra e cores.
Rogério Lupo e Diana Carneiro

Os ilustradores científicos farão uma apresentação dos aspectos relativos ao processo de percepção visual necessário à prática ilustrativa, bem como a interação com os demais processos mentais e conhecimentos teórico–práticos já adquiridos. Decorrente da prática profissional de ambos, esses conhecimentos visam auxiliar os novos profissionais ou que estão em fase de formação, no sentido aguçar a consciência do próprio estágio sensório- perceptivo em que se encontram.

MC 1: Revivendo plantas e animais através do desenho
Rogério Lupo
Objetivos:
Capacitar o aluno a desenvolver habilidades em desenhar organismos sob o ponto de vista mais conveniente ao intuito ilustrativo; fornecer treinamento em ilustrar plantas herborizadas e animais fixados em sua forma viva.
Explanações teóricas sucintas serão seguidas de prática supervisionada a respeito de cada tópico do programa (v. abaixo).
Conteúdo programático:
1 - Arquitetura da vida: o arranjo geométrico-espacial dos organismos e de seus componentes arcaicos e secundários, dos aspectos gerais aos particulares;
2 - Eixos principais e inserções: Definição do componente arcaico e dos ângulos de inserção dos componentes secundários dos organismos, bem como das variações angulares das inserções;
3 - A vida em perspectiva: a influência do movimento e da mudança de ponto de vista nas formas e relações angulares do organismo e de suas proporções;
4 - Geometria do movimento: compreensão das formas dentro das quais o movimento se limita.
Materiais indispensáveis aos alunos:
Lápis, borracha, papel A3 e/ou A4, régua de 15 cm, compasso, 1 jogo de massinha de modelar escolar, 1 caixa de palitos de dente ou de fósforos, tesoura e 2 papéis vegetais A4.

MC 2: Ilustração Zoológica com nanquim (técnica do pontilhismo).
Leandro Lopes de Sousa
A técnica de ilustração científica mais utilizada nas publicações no Brasil e no mundo é o pontilhismo com nanquim. Esta técnica consiste em retratar o motivo em questão, usando penas e/ou canetas de nanquim sobre papel branco. Os desenhos são geralmente feitos com linhas e as sombras e texturas com pontos. Esta oficina tem como objetivo dar uma introdução a esta importante técnica da ilustração científica.
Conteúdo programático:
(1) Introdução ao desenho; Panorama geral da Ilustração Científica; Materiais utilizados; Escolha e análise do motivo a ser retratado; Posicionamento do motivo antes de representá-lo. (2) O esboço: Proporção e perspectiva; Confecção do esboço; Representação de diferentes texturas; Representação gráfica de luz, sombra e volume. (3) Desenho definitivo: Disposição dos motivos nas pranchas; Arte-finalização e apresentação dos trabalhos com nanquim.
Procedimentos:
Esboço: a confecção do esboço inicia com a escolha do motivo a ser retratado. Serão oferecidos aos alunos modelos biológicos, mais especificamente conchas. A segunda etapa do processo é o posicionamento correto do exemplar. Pelo tempo reduzido, serão distribuídas pelo ministrante imagens dos modelos impressas em papel, para abreviar a etapa de captação da imagem bidimensional a partir do modelo tridimensional. A partir desta imagem inicia-se o processo de “desenho dos contornos”. O passo seguinte é um estudo de luz, sombra e volume usando o modelo tridimensional.
Desenho definitivo: Uma folha de papel vegetal é colocada sobre o esboço, de forma que o desenho fique centralizado. O desenho será contornado com linhas e sombreado com pontos (pontilhismo) utilizando a caneta de nanquim descartável. As texturas serão representadas nesta etapa.
Arte-finalização: Reparação de eventuais imperfeições com o uso da nanquim, borracha e lâmina de barbear (raspagem). Colocação de legendas quando necessário.
Materiais
Lâmina de barbear, Borracha para apagar grafite, Caneta de nanquim descartável UNIPIN ou Micron 0, 0.5 ; Lapiseira; régua ou compasso de ponta seca, 4 folhas de papel sulfite e vegetal, ambos de tamanho A4 ; Borracha Staedtler.


MC 03: Técnica da Aquarela para Ilustração científica
Fátima Zagonel (iniciação) e Dulce Nascimento (aperfeiçoamento)
A técnica de ilustração científica em cores mais utilizada pelos ilustradores em geral é ainda hoje a da aquarela sobre papel. A aquarela é recomendada pela infinita gama de cores que suas combinações propiciam e pela sua capacidade de transparência aliada à capacidade de representação, de forma bem natural, das cores intensas e texturas especiais das superfícies dos tecidos orgânicos.
A técnica consiste na obtenção destes nuances de tons, transparências e opacidades através de camadas de tinta. O minicurso visa atender as necessidades do principiante em ilustração científica, quanto à técnica básica da aquarela sobre papel, através de demonstrações feitas pelos ministrantes, seguidas de exercícios práticos desenvolvidos pelos alunos. Para os que já possuem prática nessa técnica, o minicurso poderá esclarecer a representação de texturas especiais de mais difícil execução, propiciando maior aperfeiçoamento técnico. Entretanto, qualquer que seja a fase de desenvolvimento técnico que o participante se encontre, ele terá a oportunidade de questionar os principais pontos de dificuldades apresentados em cada etapa do processo, facilitando o entendimento e aplicação futura da técnica em seus trabalhos.
Conteúdo programático:
1- Desenho de precisão de um modelo vivo (planta).
2- Transferência do desenho para o papel definitivo.
3- Pintura.
Materiais
Papel sulfite para esboço; Lápis H, HB e B; Borracha macia; Compasso comum ou de pontas secas; Papel Fabriano (Classico 5 - L 121 ou Fabriano UNO) , 2 folhas A3; Pincéis de pelo de marta nos.1, 2, 3, 4 e 5 (da serie 312 da Tigre ou similar)
Tintas: Aquarela da marca Winsor& Newton série estudantil (Cotman) ou profissional (Artist’s), nas cores: Cadmium lemon, Cadmiun yellow,Cadmium red, Alizarim Crimson, Permanent magenta, Cerulean blue, Cobalt blue, French Ultramarine, Indigo blue, Payne's gray e Viridian (Estudantil); Paleta plástica com tampa;
OBS: Caso o participante não possua aquarela, podemos fornecer tintas da linha Cotman (W&N) na quantidade suficiente para o participante desenvolver as atividades do MC , necessitando apenas que tragam paleta plástica para acomodação das pequenas porções (de cores) de aquarela.


MC 4: Ilustração de macrofauna- Uma técnica experimental

Hernan F. Mariño
Prof.Hernan Fandiño apresenta a técnica por ele desenvolvida que mostrou resultados interessantes com os mamíferos, em especial, por favorecer a representação dos diferentes tipos de pelagens. Dependendo do grupo e espécie a que pertençam, as pelagens podem ser curtas ou longas, brilhantes, opacas, densas ou esparsas, hirsutas, sedosas, espinhentas ou lanosas, além dos diversos graus das condições intermediárias correspondentes. Uma amostra destes efeitos pode ser apreciada em seu trabalho de ilustração do livro: “Mamíferos da Fazenda Monte Alegre – Paraná” uma edição produzida pela Universidade Estadual de Londrina em colaboração com a Klabin S/A, em 2005.
A técnica usa simplesmente o lápis e a borracha. O suporte é que constitui uma novidade: o papel vegetal. O papel vegetal permite obter vários efeitos interessantes além de facilitar grandemente o trabalho em vários dos momentos do seu desenvolvimento. É especialmente interessante porque oferece pelo menos dois planos simultâneos de abordagem do objeto que está sendo representado. Estes planos resultam da possibilidade de utilização da dupla face do papel vegetal. Esse recurso técnico acelera o processo de seleção da imagem e a finalização do desenho é alcançada satisfatoriamente com maior rapidez.
Materiais
Os interessados precisam dispor de: vários lápis nas consistências B e B2, borrachas moles (várias!), apontador (ou estilete), papel vegetal tamanho Carta ou A4 (pelo menos 20 unidades), papel branco (pode ser sulfite ou outro) para servir de fundo ao papel vegetal, fita colante do tipo Durex e uma prancheta de suporte.

MC 05: As bases da ilustração Médica e odontológica
Iriam Gomes Starling
Parte Teórica: 4 horas
1. Introdução
2. Conceitos
3. Aplicação
4. Conhecimentos básicos: a. Desenho; b. Nomenclatura; c. Anatomia; d. Técnicas de Ilustração
5. Referências
6. Técnicas mais usadas: a. Tipos; b. Critérios para escolha da técnica
7. Direitos autorais
Parte Prática: 4 horas
Elaboração de desenhos a partir da observação de materiais que estarão disponíveis, como crânios e partes dele, moldes de arcada dentária, instrumental.
O aluno deverá levar seu material para confecção dos desenhos. Para tanto, é necessário que escolha uma das seguintes técnicas: grafite, nanquim, aquarela, lápis de
cor.
Obs.: Este minicurso não tem como objetivo ensinar técnicas
de desenho e, caso o aluno não domine nenhuma das técnicas
acima, o grafite será a técnica eleita.
Materiais:
• Para a técnica de grafite: papel branco (super White), superfície fina;
lápis HB, B, 2B, 4B e 6B, borracha macia, borracha limpatipos, esfuminho e estilete
• Para as demais técnicas, o aluno deverá levar material
adequado.

MC6: Ilustração Botânica- Frutos secos do cerrado
Álvaro Nunes
A atividade focalizará principalmente as estruturas secas do cerrado, evidenciadas pelas texturas especiais e cores quentes que caracterizam a flora desse bioma.
Materiais:
• O participante deverá trazer os pigmentos convencionais de aquarela, especialmente as cores de terra e os pigmentos Magenta e Indigo da série profissional da W&N (Artist’s).
• Papel encorpado para aquarela, superfície lisa (HP), como por ex. Fabriano Clássico, FabrianoUno , Arches (satiné), Aquarelle ou Montval. 2 folhas A3.
• Pincéis, pelo de marta, n. 3 e n. 6
• Pincel sintético da Tigre (série 482), n.12 ou 14.

OF. 01: Ilustração entomológica
Marcos Antonio S. Silva
Esta oficina visa apresentar aos participantes quais os detalhes técnicos necessários para a realização de uma boa prancha de ilustração em entomologia. Abordaremos de forma suscinta alguns princípios de entomologia importantes para o ilustrador, bem como princípios básicos de proporção, escala, sombreamento e composição de uma prancha entomológica.
Parte teórica - 1 hora: Princípios de entomologia para ilustradores.
Parte prática - 3 horas: Realização de exercícios para a representação de diversas texturas encontradas comumente nos insetos. Estarão disponíveis alguns espécimes de coleópteros (besouros) e lepidópteros (borboletas) para a realização dos exercícios.
Materiais:
• Lupa de mão e pinças de pontas finas.
• Papel Canson A4 200g/m2, Lápis HB, 2B e 6B, borracha macia, compasso de pontas secas.
• Papel Fabriano 121 S, A4, pincéis de pelo de marta no. 0, 1, 2 e 3 (da série 312 da Tigre ou similar)
• Aquarela Winsor and Newton (série profissional ou de estudante) nas cores: Cadmium lemon, Cadmiun yellow,Cadmium red, Alizarim Crimson,Permanent magenta, Cerulean blue, Cobalt blue, French Ultramarine, Indigo blue, Payne's gray e Viridian);
• Paleta plástica
Recipiente para água, pano ou papel toalha para limpar os pincéis.


Of. 02: Ilustração de peixes
Paulo Henrique L. de Souza

O ilustrador Paulo Fiote apresentará a técnica de ilustração em lápis de cor, adaptada ao registro de peixes, através de análise de ilustrações feitas (primeira parte da oficina), complementando com exercícios práticos, abordando as características desse meio pictórico.
Materiais:
Papel vegetal; papel Super White 240g. (4 folhas formato A3); lápis grafite HB; lápis de cor (mínimo 20 cores); régua de 30cm.

Of. 03: "Ilustração Cientí¬fica Digital- A história, as vantagens e os métodos"
Diana Marques.

Os avanços da ciência e sociedade obrigam a uma constante evolução da ilustração cientí¬fica na procura de conteúdos mais claros e apelativos. Dessa evolução, entre outras coisas, resultou a incorporação do computador como ferramenta no trabalho dos ilustradores. Este mini-curso vai discutir o aparecimento da ilustração científica digital, enquadrar as suas vantagens no mercado atual e demonstrar algumas das técnicas utilizadas.
Materiais: Os participantes que tiverem laptops com os programas Illustrator e Photoshop podem levar e, se já tiverem alguns conhecimentos (ainda que rudimentares) destes programas, acompanharão as demonstrações com mais facilidade.

Of. 04: A composição da prancha botânica
Diana Carneiro

Essa atividade visa esclarecer pontos referentes à composição de uma prancha botânica acadêmica, geralmente finalizada a bico de pena, com tinta nanquim, segundo as normas usuais de representação adotadas pela maioria dos institutos de pesquisa.
Conteúdo programático: A disposição dos elementos na prancha, a seqüência de identificação e notação dos desenhos e demais aspectos relativos ao desenho propriamente dito, detalhamentos da figura, escalas de representação, assinatura, legenda da prancha, arquivamento e publicação dos desenhos.
A oficina, de caráter demonstrativo, será acompanhada de ilustrações feitas e terá uma exercício prático com exsicatas de plantas, disponíveis para o trabalho.
Materiais: papel sulfite A3 (4 folhas), régua, esquadro e material usual para desenho a lápis.


Of. 05:Noções básicas sobre conservação preventiva de obras sobre papel.
Clara L. Fritoli e M. Angela do A. Faria
Noções básicas de Conservação preventiva de obras sobre papel.
Esta oficina tem como objetivo apresentar noções básicas de conservação preventiva em acervos de obras de arte sobre papel. Explicar os fatores intrínsecos e extrínsecos de degradação do papel quando em ambiente inadequado. Pretende-se apontar os fatores de degradação, tais como, luz, umidade, poluentes, manuseio inadequado, catástrofes, bem como apresentar algumas sugestões de como minimizar o efeito nocivo causado por estes agentes. Apresentar opções de materiais artísticos adequados à preservação, a serem utilizados como suporte para obras, assim como tipos de acondicionamentos como: caixa, passe-partout e outros. Abordará também formas adequadas de manuseio, exposição e também outros cuidados que se deve ter com as obras, como vistoria biológica para áreas de armazenamento, controle de temperatura e umidade ambiental.
Materiais necessários:
• lápis macio; borracha TK Plast; régua ( preferencialmente de metal e tamanho grande); estilete
• papel alcalino de alta gramatura, tamanho A1( por ex. "Alta Alvura" 240g), para confecção de maquetes de caixas.

Of. 06: A teoria da cores aplicada a ilustração científica
Diana Carneiro
A atividade visa apresentar os fundamentos de teoria das cores às aplicações práticas na ilustração científica.
Parte teórica: 2 horas
Fundamentos de teoria das cores: o espectro cromático luminoso, as características das cores; as diferentes propostas teóricas de representação do circulo cromático; os reflexos dessas teorias na prática da pintura ilustrativa.
Parte prática: 2 horas. Exercícios cromáticos rápidos que facilitem o entendimento dos aspectos teóricos já apresentados.
Materiais:
Tinta aquarela (W&N ou similar) e assessórios necessários à pintura . (ver materiais citados para o MC.03). Caso o participante não possua tinta aquarela poderá trazer guache, acrílica ou lápis de cor. Retalhos de Papel Fabriano (clássico 5), Montval, Aquarelle ou qualquer outro retalho de papel encorpado e de superfície acetinada, comumente empregado para aquarela, de qualquer tamanho.

Of. 07: (Re) Desenhando o desenho científico
Adriana B. S. Luz e Zuleica Medeiros
A natureza representada pelos ilustradores científicos necessita que conceitos teóricos e práticos, arte e técnica caminhem juntas. Para isto torna-se necessário uma metodologia facilitadora para um melhor aprendizado. Deste modo a oficina pretende através de práticas, mostrar como correlacioná-las.
Material: Sulfite A3, lápis macio, borracha, régua.


Of. 08: Ilustrando pássaros
Tomas Sigrist
Tomas Sigrist fará uma apresentação da ilustração científica ornitológica, fundamentando aspectos históricos, importância e metodologias de desenvolvimento do trabalho. Essa oficina procura abordar principalmente as dificuldades enfrentadas pelos iniciantes, como a falta de material ilustrativo para projetos científicos e, numa tentativa para sanar esse problema, sugerir procedimentos que o oriente para a coleta de dados no campo e criação das ilustrações.
Roteiro
I – Apresentar e exemplificar técnicas de desenho e pintura usuais em ilustrações ornitológicas, como aquarela, acrílico e gouache sobre papel e criar conceitos de esboços no campo.
II – Estudo no campo de posturas típicas para as aves ilustradas, esboçando-as no local após sua observação detalhada com binóculos.
III – Coleta de material no campo, como plantas e outros elementos que possibilitem enriquecer a composição final de cada ilustração.
IV – Estudo de coleções seriadas em museus para estudos anatômicos e de identificação de espécies no campo.
Material necessário:
• Papel sulfite A4
• Lapiseira e borracha
• Pincel redondo p/ aquarela numero 3 ou 4


Of. 09: Ilustração paleontológica- Revivendo o passado
Renata Floriano-Cunha
Sendo uma especialidade da ilustração científica, a ilustração paleontológica se ocupa da representação dos objetos de estudo da Paleontologia, os fósseis, bem como a reconstituição destes em vida. Fragmentos de ossos, vegetais, pegadas e outros vestígios de atividade de seres vivos preservados nas rochas são as matrizes nas quais são baseadas as reconstruções. Como todo tipo de ilustração científica, criatividade e técnica são empregadas dentro das rígidas normas da ciência. A presente oficina tem como propósito principal a divulgação deste ramo, sendo apresentado inicialmente um breve histórico da ilustração paleontológica, seguindo com a abordagem de tópicos relacionados às principais técnicas de representação de fósseis. Os métodos utilizados na confecção desses desenhos e suas aplicações serão exemplificados por meio de uma mostra de imagens. Ao final, uma breve prática será proposta para que os conhecimentos adquiridos sejam postos à prova. Com este trabalho, tanto o profissional quanto o apreciador da ilustração científica terão oportunidade para levantar discussões, aplicando à atividade um caráter de troca de experiências.
Materiais:
Papel sulfite A4 e materiais usuais para desenho.


Observação:
Em caso de dúvida, favor entrar em contato com a organização do evento pelo endereço ebic@cibp.com.br, que encaminharemos sua mensagem diretamente ao instrutor ou ministrante da atividade.